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Gestão de Risco

por | Jun 4, 2021 | 0 Comentários

Gestão de risco no agronegócio: 4 passos para minimizar impactos

O agronegócio está sujeito a fatores de risco das mais variadas fontes: clima, fatores agronômicos, mercado e por aí vai…
São muitas situações variáveis e que se não forem bem gerenciadas, podem colocar todo seu lucro a perder.
Mas como fazer uma gestão de riscos boa o suficiente para enfrentar os desafios do agro e minimizar as chances de um resultado negativo na empresa rural?

1 – Identificação
Nessa etapa, é muito importante fazer uma análise de dados históricos do seu negócio rural.
Isso torna possível a identificação de riscos que podem causar impactos negativos na rentabilidade da fazenda.
Também devem ser estabelecidas premissas em relação ao contexto atual da safra e os riscos relacionados a ela.

2 – Classificação
Após mapear todos os riscos que podem acontecer, a próxima etapa é priorizá-los através de uma classificação dos riscos.
Nem todo risco mapeado precisa ser mitigado, controlado ou extinto. Para definir a prioridade, a importância do risco é determinada por duas variáveis: probabilidade e impacto.

Probabilidade
A probabilidade consiste na medição da chance de ocorrer o risco.
Em outras palavras, é preciso avaliar o quão fácil ou difícil é que determinado risco aconteça, por exemplo, medir a chance de chuva hoje.
A probabilidade deve ser medida em níveis como: muito baixo, baixo, moderado, alto e muito alto.

Impacto
O impacto se refere às consequências, ou seja, quais serão os prejuízos ou danos causados caso o risco aconteça de fato.
O impacto pode ser negativo (como perda de safra, prejuízos financeiros, danos ao maquinário, por exemplo) ou positivo (como novas oportunidades de negócio, utilização de uma nova tecnologia, redução de taxas ou impostos, etc.).
O impacto também é medido em níveis como: muito baixo, baixo, moderado, alto e muito alto.
Portanto, para classificarmos o risco, fazemos o cruzamento dos números absolutos de probabilidade e impacto. Assim, teremos um indicador de criticidade do risco. Quanto maior o indicador, mais crítico é o risco.

3 – Plano de Ação
Após priorizar os maiores riscos da sua fazenda, construa as estratégias de respostas para os riscos e os planos de ações para cada um.
As soluções para a atuação sobre os riscos devem ser específicas e realizáveis, aproveitando-se dos ganhos rápidos.
Os planos de resposta são bem individuais para as realidades de cada fazenda e os riscos mapeados.

4 – Monitoramento
Definidas as ações e respectivos planejamentos e a priorização, é preciso ter controle sobre a execução e monitoramento de todos os riscos.
Lembre-se: o que não é medido não pode ser gerenciado!
Nessa etapa, é fundamental a definição de Indicadores de Desempenho (KPIs) e implantação de mecanismos de monitoramento e controle.
Definidos de maneira assertiva, os indicadores e processos de controle são capazes de dar as informações certas para a tomada de decisão. Isso, portanto, diminui ou elimina o impacto dos riscos na sua fazenda.

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